Foto: Ismael Neves

O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP), que atua nos presídios do Amazonas, foi um dos pontos apresentados pelo coronel da Polícia Militar Marcus Vinícius de Almeida, secretário de Administração Penitenciária (Seap), no último dia de palestras do III Seminário Internacional de Segurança da Amazônia (SISAM), na sexta-feira (24), no Teatro Século, Ponta Negra. Dois dias depois de sua apresentação, quatro penitenciárias da capital registraram 55 mortes de detentos após uma briga interna de facções criminosas.

Na última sexta, o secretário Marcus Vinícius de Almeida, explicou sobre as dificuldades de um gestor do sistema penitenciário no Amazonas e apresentou balanços e soluções com objetivo de coibir ataques dentro do sistema prisional. “O grupo de intervenção é especializado, eles atuam dentro dos presídios e, antes, quando ocorria algum problema dentro dos presídios demorava em torno de uma hora para a equipe do choque chegar ao local, após o acionamento, agora é de três a 10 minutos no máximo”, explicou.

A matança ocorreu em quatro presídios – Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM), Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT). Almeida garantiu que desde a rebelião do dia 1 de janeiro de 2017, quando 56 internos foram mortos e esquartejados a SEAP ficou em alerta e promoveu ações de melhoria como a implantação do GIP dentro das unidades.

“Política de segurança não dá para fazer nada se não pararmos de sermos empíricos, desde a rebelião do Compaj que partimos para tentarmos construir uma nova fase, é o cenário que gerimos desde janeiro de 2019”, explicou. Durante palestra no dia 24, o coronel destacou a população carcerária no Amazonas que é de mais de 11, 5 detentos, sendo oito mil na capital amazonense, cerca de 2,7 mil no interior do Estado, além de 3 mil que fazem uso da tornozeleira eletrônica.