O General de Brigada citou que o Brasil possui 10 mil km de fronteira e que é obrigação do Exército Brasileiro cuidar de toda essa extensão

Representante do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Brigada do Exército Brasileiro, Omar Zendim, explicou, na quinta-feira (23), sobre a atuação do Exército nas regiões de fronteiras no combate ao narcotráfico e de que forma o batalhão coopera para a segurança nesses locais considerados pontos de passagem de traficantes.

“Estamos aqui para mostrar a preocupação do exército brasileiro nessa temática que é a segurança pública, estamos presentes na área e fazemos a nossa parte, tomando nossas providências. O trabalho é árduo, não é fácil, mas estamos combatendo o narcotráfico e todos os tipos de crimes existentes nessas regiões de interior e fronteira”, explicou.

O General de Brigada, quem 2010 e 2011 ficou à frente do Comando do Batalhão em Tabatinga, citou que o Brasil possui 10 mil km de fronteira e que é obrigação do Exército Brasileiro cuidar de toda essa extensão. Segundo Zendim, a fronteira é bastante porosa, com presença constante de integrantes das FARC e narcotraficantes.

“Na Cabeça do Cachorro, onde fui comandante, de um lado temos as FARC presentes na área e do outro o narcotráfico, é um ponto sensível, existe o garimpo ilegal, a questão dos indígenas que são constantemente hostilizados pelo narcotráfico, então temos que ficar de olho para que os traficantes não recrutem esses indígenas para práticas ilícitas”, explicou.

De acordo com Zendim, os desafios são grandes e extensos nas áreas de fronteiras, além do narcotráfico há problemas com terras indígenas, contrabando, preservação de unidades de conservação, garimpos ilegais, pesca ilegal, desmatamento entre outras problemáticas. “Mesmo diante desses problemas cabe ao Exército Brasileiro cooperar com a segurança e estamos fazendo isso”, finalizou.