Sérgio Fontes, que já ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), afirmou que região da Amazônia é considerada como uma colônia dentro do território nacional e que é observado por todo o mundo

O delegado da Polícia Federal, Sérgio Fontes, alegou nesta quinta-feira (23) durante a palestra sobre crimes transnacionais em regiões de fronteiras que o sistema de Segurança Pública precisa de rumo e que o III SISAM é o local ideal para debater e discutir ações de mudanças e objetivos que devem ser seguidos para aprimorar a segurança na Amazônia.

“Nós precisamos de rumo, de metas, de discutir a ação e senão sentarmos para discutirmos a situação vamos ficar eternamente malhando em ferro frio e é o que estamos fazendo hoje, os índices estão crescendo, qualquer índice de criminalidade é crescente, o descrédito do nosso sistema de persecução é tão grande que as pessoas optam mesmo para a violência”, afirmou.

Segundo Fontes, que já ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a região da Amazônia é considerada como uma colônia dentro do território nacional e que é observado por todo o mundo. “O que acontece aqui está na agenda global, todos os olhos do mundo estão voltados para a região amazônica”, afirmou.

Durante sua palestra, Fontes relembrou uma entrevista do general Vilas Boas, do Exército Brasileiro, na qual exalta a importância da segurança na Amazônia. “Vilas Boas disse que a região é considerada a nível nacional como uma colônia, o que acontece aqui repercute sem dúvida a nível nacional e tem também nossa vizinhança que são os dois maiores produtores de cocaína”, ressaltou Fontes.

O delegado da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas ressaltou também a responsabilidade da discussão da pauta da segurança no contexto de combater o narcotráfico. “As regiões de fronteira no mundo todo são sensíveis e quanto mais elas estão distantes das esferas de poder mais violentos eles (criminosos) são, por conta da ausência do poder do estado, são regiões que merecem atenção do estado”, finalizou.